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Viver com a bipolaridade

Tenho um único propósito, para já, pois tenho uma doença mental (riso)! Partilhar com todos, os dispensarem uns minutos para ler, os meus pensamentos e sensações. Não me deixam descrever mais. Leiam! <3

Viver com a bipolaridade

Tenho um único propósito, para já, pois tenho uma doença mental (riso)! Partilhar com todos, os dispensarem uns minutos para ler, os meus pensamentos e sensações. Não me deixam descrever mais. Leiam! <3

20.Out.17

...

Ontem não consegui fazer uma posição de yoga e a minha reação foi rir. De imediato o instrutor diz: " Essa é a atitude do yoga! Não queremos ser perfeitos. O nosso ego não pode ser superior."

 

Não quero ser perfeita, só ser capaz de seguir em frente. Deixar de ser o bebé que chora no primeiro dia de aulas, mas sim aquele que ri com as adversidades e segue!

 

Estar assim, nesta depressão, com a vida em suspenso, ou na luta, é terrível. Não quero adormecer, não quero parar. Quero existir. Tenho tantos sonhos, não imaginam.

 

A minha psiquiatra, não sei se já o disse no blog, disse-me que eu só tinha ainda vivido um terço da vida. Isso é tanto! E eu quero que as outras duas partes sejam cheias de coisas boas e que as más eu saiba, ao contrário de agora, ultrapassar como uma verdadeira mulher não como uma criança.

 

Obrigada por alguns de vocês ainda me ouvirem.

 

Sofia

20.Out.17

Peter Pan

Bom dia

 

Uma manhã de chuva moderada como eu gosto!

 

Voltei, como todos os dias, a enfermeira. Falamos no meu síndroma Peter Pan! Gostava de mudar, para meu bem, mas não sei por onde começar, nem identificar exatamente onde o sou. A excepção de tudo o que isso origina, os ataques de panico!

 

Vou continuar a luta, e vocês pelo que lutam?

 

Sofia

19.Out.17

Insónias

Insónias, nem começo pelo “boa noite”.

Estou estendida na cama, com dores num joelho porque caí, e ninguém na rua se ofereceu para me ajudar a levantar. É a nova sociedade! Egoista, que finge que não vê. E lá vim eu a cochear para casa, depois do yoga. A reflectir no porquê do blog ter agora menos visualizações. Onde estou a falhar. Construi-o para ser uma ponte entre mim outras pessoas que sentissem coisas semelhantes e nos podessemos ajudar e partilhar histórias. Sinto, porque me dói o joelho talvez, que a minha motivação falhou, não sei! Não quero o papel da coitada, continuarei a escrever nem que seja para mim e para os meus 9 subscritores. “ Ser a luz de mim própria “.

 

Estou com insónias, e não sei o que dizer. Estão aí?

Vou tentar dormir...

Beijinhos, Sofia

18.Out.17

"Vai e vem" - Mallu Magalhães

Sei que cê não gosta dessa história de vai e vem Tudo bem, a gente fica mais em casa De noite você sonha com a vida que você quase tem Meu bem, quase já é muito bom A felicidade vem nos microssegundos A paz de verdade anda aí pelo mundo Sei que cê não gosta nada dessa história de vai e vem Meu bem, eu tenho meus sonhos e planos O vento na janela, coisas não esperam pra acontecer Eu sei que já passaram tantos anos A felicidade vem nos microssegundos A paz de verdade anda aí pelo mundo Sei que cê não gosta dessa história de vai e vem Tudo bem, a gente fica mais em casa De noite você sonha com a vida que você quase tem Meu bem, quase já é muito bom A felicidade vem nos microssegundos A paz de verdade anda aí pelo mundo

TÃO VERDADE ❤️

18.Out.17

Adeus medo (só porque gosto de escrever)

Parabéns! Hoje é o teu dia. Afinal, são todos. Cada dia é um dia mais de ti. Tens a pele nívea, cor da cale, és como um nevoeiro que se abate sobre a serra e só se vislumbra as formas retorcidas das coisas.

Tens vários nomes, mas o melhor, objectivamente, é Medo. Poderia também ser pânico, mas o primeiro é mais abrangente, acho eu.

És um flagelo tão grande que incapacita a minha vida. Como o terror do primeiro beijo ou do inicio  de um ano escolar. És tu, meu doce e amargo Medo.

Não tens nome, mas foste criado em mim e fustigando o meu peito lentamente até criares raízes em todo o meu corpo. Resides em cada canto meu. E hoje, tens o teu aniversário. Mais que em outros momentos estás presente numa nova etapa da minha vida.

Vou deixar o ecrã e mostrar as minhas palavras ao mundo, e tu não vais faltar. E dás voltas e voltas em mim. Peço auxilio a toda a gente, mesmo os mais desconhecidos que me acham uma mulher calma e um pouco insegura. Demonstro, pela primeira vez,  que sou frágil e sim, muito, insegura.

Receosa, é assim que me deixas. Como um bebe que sai do ventre materno e chora, sem quase ar, retirado do seu pequeno ecossistema, que conheceu em 9 meses.

E eu só conheci este computador por meses a fio, até completar o livro. Não tenho ilusões, sei que não serão simples cartas ficcionadas que venderão milhões, mas sei que haverá pelo menos uma ou duas pessoas que as lerão e conhecerão o seu sabor. Porque as palavras, Medo, têm sensações para o paladar de quem as prova. Para os olhos que as vislumbram e para o toque que as sentem.

Hoje fazes decerto anos. E não queria estar contigo, pois no nosso aniversário temos sempre mais força, mas animo. E tu, Medo, tens mais pujança para me aniquilares como um presa mais lenta de um tigre. Corre, foge, mas é, quase sempre, caçada. Morta à dentada, severamente. É a lei da natureza, dizem, eu acho uma crueldade desmedida. Mas quem sou eu para falar nisso, quando como carne, em vez de, somente, legumes. A crueldade dos matadouros é assustadora, mas quem sou eu para falar num assunto, que prefiro, quase, desconhecer.

Falo de ti, não de se ser vegetariano. Escrevo-te a ti, uma carta, como todas as que passaram atrás de ti.

Gostava que tivesses outro nome, talvez não me causasses tanto receio. Sei lá, Manuel? Começa também pela letra “M”. Então, Manuel, não te quero, vai-te embora, já não te amo.

Houve tempos que te amei, gostava de sentir essa dor percorrer as minhas entranhas, os meus ossos. Corroer-me! É isso, enlouquecia de prazer com essa bondade maquiavélica, contigo.

Medo, meu querido, não te quero mais. Festeja este dia só, troquei-te pelo nascer do sol ás 8h da manhã na minha janela. Enquanto os estores se levantam lentamente, como se dançassem. E eu acompanho essa melodia imaginária dançando ás voltas na cama, enquanto acordo lentamente. Colhe a tempestade e leva-a contigo, não te quero. Saí!

 

17.Out.17

Mais yoga

Boa noite!

 

Como a memória não ajuda não sei exatamente como o instrutor de yoga disse mas acho que foi qualquer coisa como "aceitemos e contemplemos, não há espaço refletir nesse momento". Ele afirmou-o num momento em que estávamos a fazer um exercício uma colega minha não conseguia chegar ao pé, e saiu-lhe uma frase tão verdadeira, tão profunda. 

 

É mesmo isso, temos que aceitar e contemplar. Eu, Sofia, devo aceitar que agora não posso trabalhar, nem estar todos os dias com o meu namorado, faz parte do processo de recuperação. Tenho que contemplar o que a mudança na minha vida me trouxe de novo e bom, como os serões com os meus pais depois do jantar. Sei que é um exemplo que parece estúpido, mas é isso mesmo, um de muitos exemplos.

 

O yoga é o meu refugio e o que mais gosto é dos mantras, dos cânticos que entoamos (eu não muito porque ainda não sei) de mãos viradas para cimas e pernas cruzadas. Adoro <3

 

Uma noite de luz

 

Sofia

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