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Viver com a bipolaridade

Tenho um único propósito, para já, pois tenho uma doença mental (riso)! Partilhar com todos, os dispensarem uns minutos para ler, os meus pensamentos e sensações. Não me deixam descrever mais. Leiam! <3

Viver com a bipolaridade

Tenho um único propósito, para já, pois tenho uma doença mental (riso)! Partilhar com todos, os dispensarem uns minutos para ler, os meus pensamentos e sensações. Não me deixam descrever mais. Leiam! <3

03.Out.17

Como é esperar a terapia

É para vocês que passam metade da vossa vida à minha beira, sem que eu, rudemente, vos diga “bom dia”, “boa tarde” ou “boa noite”! Vão diariamente à clínica que me acompanha, especializada em doenças mentais.

A ti, que chegas e gritas para que te auxiliem, e eu fujo como se de alguma doença infecto transmissível se tratasse. Mas não, tu só falas alto, para que te doem um pouco de atenção. A ti ou á tua dor que demonstras usar como instrumento para te içar das profundezas desse poço que vejo nos teus olhos, nos segundos que consegues estar quieto. Os teus inúmeros movimentos involuntários criam uma imagem de ti distorcida.

Como serias em criança? Igual a outras tantas ou já com essa inquietude?

E entra na sala uma senhora, que te cumprimenta, ao contrário de mim. Tem os cabelos lisos, que se denota que não são lavados á muito, mas traz um sorriso límpido e convidativo a dois dedos de conversa. Fala igualmente alto! È algum requisito para se estar naquele espaço (que me escapou)?

Tem uma pela jovem, parece quase de bebe, que se auto cuida. É forte, não a nível muscular, mas de aparência. E hoje queixa-se do joelho, como em outro dia da mão ou, ainda outro, do pé.

Todos nós ali estamos sedentos de compaixão, ela não é diferente. Já que as nossas dores não se vêm, criamos algumas que sejam aparentemente visíveis aos olhos, para que sermos os “coitadinhos” ou o “precisa de ajuda”.

Eu estou ali, sempre, de pé sem me queixar seja do que for, acumulando tensão para quando estiver com a terapeuta arrasar com o espaço, as paredes, o tecto e o piso, frio, de dores e magoas que carrego em mim.

Como nós os três há mais mil! Não sei quantos ao certo, mas há muito mais. Uns perguntam o que sentes, o que tens, saem e desejam-te as melhoras.

 

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